Mesmo quando não está em flor, a quaresmeira é ornamental. Sua copa é densa com cor verde-escura e formato arredondado, lhe dando um aspecto desejável à prática do paisagismo urbano. Por suas qualidades, ela é uma das principais árvores utilizadas na arborização urbana no Brasil, podendo ornamentar calçadas, avenidas, praças, parques e jardins em geral. Com podas de formação e controle, pode-se estimular seu adensamento e mantê-la com porte arbustivo. Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. Apesar desses cuidados, a quaresmeira é uma árvore rústica e simples de cultivar, ela reage com grande vigor ao fornecimento de nutrientes orgânicos. Suas flores são atrativas para diversos tipos de abelhas e vespas, nativas da mata atlântica e do cerrado, tais como as abelhas droryana, jataí, jataí da terra e mirim-preguiça, além da vespa mamangava e outros insetos voadores. Borboletas de diversas espécies também apreciam o néctar contido em suas flores. Por tratar-se de uma planta pioneira de áreas da mata atlântica, a quaresmeira apresenta papel fundamental para a recuperação de áreas desmatadas, sendo bastante útil no reflorestamento de florestas degradadas. Devido ao seu rápido crescimento, essas árvores podem fornecer o sombreamento necessário para o desenvolvimento de outras espécies nativas, atuando como base na recuperação da flora e posteriormente servindo como suporte à recolonização da fauna local.