Pimenta rocoto é uma variedade nativa do Peru, onde se encontram registros de produção desta espécie, há mais de 5 mil anos. Conhecida também por locoto, peron, canário, manzano. Sua coloração tradicional é vermelha, entretanto, no México é possível encontrar uma versão de cor alaranjada. Outra curiosidade é quanto a produtividade da planta desta pimenta que, quando bem cuidada, pode produzir por mais de uma década. A planta apresenta folhas em um tom de verde escuro e suas flores pendem para a cor roxa com manchas brancas. Podem ultrapassar os dois metros de altura. Suas sementes são pretas, fato raro entre as pimentas, e sua coloração muda ao longo do desenvolvimento. Quando pequena é, essencialmente verde passando para amarelo alaranjado e finalmente vermelho, quando amadurece. A polpa é volumosa, consistente e espessa. A ardência, que não é muito forte, e o sabor agradável, tornam esta espécie ideal para o consumo cotidiano. A regulação do sistema digestivo é, talvez, a vantagem mais conhecida da adoção de pimentas na dieta. As propriedades antioxidantes auxiliam no funcionamento do estômago, facilitando a digestão, além de prevenir a deterioração das células e o surgimento de doenças. Entretanto, existem muitos outros benefícios que nem todo mundo conhece. Entre eles, podemos destacar: propriedades anti-inflamatórias e antibióticas, dilatação dos vasos sanguíneos, prevenindo problemas de hipertensão, alívio da congestão nasal e de dores, primordialmente as enxaquecas, liberação de hormônios que provocam sensações de bem-estar e prazer, enorme quantidade concentrada de vitamina C, melhoria de pele machucada, irritada. Por se tratar de um alimento termogênico, a pimenta rocoto favorece o processo metabólico por aumentar o consumo de calorias durante a digestão. Ela também reduz o apetite, diminuindo a vontade de ingerir mais alimentos. Possui ardência de 30.000 a 50.000 na escala Scoville